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Morte de Everton Junior: Inquérito inconcluso e controvérsias persistem

Por Redação Sou Imortal em 03/04/2025 10:10

Um Ano de Mistério: A Morte Inexplicada de Everton Junior

A morte de Everton Luiz Ferrão de Oliveira Junior, ocorrida em 9 de fevereiro de 2024, permanece envolta em incertezas. Mais de treze meses se passaram, e o inquérito conduzido pela Polícia Civil do Rio Grande do Sul ainda não foi finalizado. As circunstâncias que levaram ao falecimento do ex-jogador, revelado nas categorias de base do Grêmio, permanecem um enigma.

O caso ganhou notoriedade após Everton ter supostamente invadido um condomínio na Rua Oscar Schneider, localizado no bairro Medianeira, em Porto Alegre, no dia 8 de fevereiro. Moradores o detiveram e acionaram a Brigada Militar (BM). O relatório pré-hospitalar do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), obtido, descreve o ex-atleta em estado de "surto", praticando "roubo em condomínio", "sob efeito de drogas" e vítima de "agressão/linchamento" por parte dos residentes.

A situação se agravou com a chegada de policiais militares ao local. Everton foi removido para a ambulância do Samu, onde sofreu uma parada cardiorrespiratória e precisou ser entubado. Ele foi levado com vida ao Hospital de Pronto-Socorro, mas faleceu no dia seguinte em decorrência de uma hemorragia causada por lesões em órgãos da região abdominal.

A Trajetória de um Atleta Promissor Interrompida

Everton Junior, natural de Porto Alegre, destacou-se como atacante nas categorias de base do Grêmio e teve passagens por diversos clubes do Rio Grande do Sul, como Aimoré, São Luiz e São José. Além disso, atuou em equipes de outros estados, como Aparecidense (GO), Atlético Sorocaba (SP), Boa Esporte (MG), Joinville e Atlético Tubarão (SC).

Seu último clube foi o Angra dos Reis (RJ), em 2022. Aos 30 anos, Everton estava afastado dos gramados há cerca de um ano quando faleceu, deixando esposa e três filhos.

Controvérsias e Questionamentos sobre a Causa da Morte

O pai de Everton Junior questiona a versão oficial dos fatos. O boletim do Samu descreve uma queda de três metros durante a tentativa de fuga do condomínio. No entanto, o laudo do Instituto-Geral de Perícias (IGP) não confirma se as lesões internas que causaram a morte foram resultado da queda ou das agressões sofridas.

Em meio à análise dos documentos e vídeos do inquérito, o pai do ex-jogador , Everton Luiz Ferrão de Oliveira, acredita que a queda não foi a causa determinante da morte. Ele reconhece que o filho era dependente químico, mas questiona a narrativa oficial para o episódio. Oliveira contratou um perito particular para analisar o laudo do IGP e encaminhou os apontamentos à delegacia responsável pelo caso.

Segundo o pai, Everton não teria entrado no condomínio com a intenção de roubar, mas sim para "pedir ajuda". Ele alega que o filho havia saído de um motel próximo e, sob efeito de drogas, caminhou até o prédio. Oliveira argumenta que a altura da suposta queda não seria suficiente para causar os ferimentos que levaram à morte, questionando a falta de perícia no local.

?Para mim, a morte do Everton não tem relação com a queda. Não houve perícia no local. Como o socorrista do Samu vai dizer que o meu filho caiu de uma altura de três metros se não houve perícia? Um médico, dentro do hospital, botou queda de cinco metros. De onde ele tirou essa informação? Um dos depoimentos diz que o Everton caiu da altura de dois metros?, questiona o pai.

A Atuação Policial e a Busca por Respostas

Oliveira também critica a forma como o filho foi tratado pela Brigada Militar. Um vídeo gravado no condomínio mostra Everton imobilizado no chão após ser atingido por um disparo de arma de choque, com um policial pisando em seu pescoço. A família questiona o fato de a vítima ter sido colocada de barriga para baixo durante o transporte, alegando que esse não é o procedimento padrão.

O pai relata: "Ele fez errado? Com certeza. Me coloco na situação daquelas famílias, onde o Everton corria por cima dos telhados. Com certeza, estavam apreensivos porque não conheciam o meu filho. Mas ele só queria pedir ajuda. E trataram ele daquela forma. O meu sentimento é de raiva, de angústia total. Me sinto sem alma".

Durante a contenção, Everton foi ferido com uma facada na parte de trás do ombro esquerdo. Um morador admitiu ter desferido o golpe em legítima defesa.

O Posicionamento das Autoridades

A delegada Caroline Bamberg Machado, responsável pelo caso, justifica a demora na conclusão do inquérito devido à grande quantidade de investigações em andamento, à complexidade do caso e à falta de pessoal. Ela afirma que a perícia no condomínio não foi realizada porque a delegacia só tomou conhecimento do fato dias após o ocorrido, quando a cena já havia sido alterada.

A delegada esclarece: "Todas as perícias foram solicitadas ao IGP e estamos no aguardo da resposta de uma delas. Após o recebimento dessa, vamos avaliar a necessidade ou não de outras ou se já podemos concluir o procedimento. Estamos aguardando um laudo do Departamento Médico Legal, que é uma perícia complementar ao laudo de necropsia. Todas as possibilidades serão analisadas ao final das diligências. Nada está descartado".

Em nota, a Brigada Militar afirma que a ação "não resultou em indícios de crime ou transgressão por parte dos policiais militares envolvidos" e que a abordagem "foi conduzida com foco na segurança da população e na preservação da ordem pública".

A Secretaria Municipal de Saúde de Porto Alegre informou que a equipe do Samu "prestou socorro conforme os protocolos de atendimento pré-hospitalar" e que "demais esclarecimentos serão fornecidos conforme a necessidade do processo judicial".

Confira a nota da Brigada Militar:

"A Brigada Militar, através do 1º Batalhão de Polícia Militar, esclarece que a ação policial realizada em 08 de fevereiro de 2024, na rua Oscar Schneider, bairro Medianeira, onde um homem sob efeito de drogas precisou ser contido após invadir um condomínio, não resultou em indícios de crime ou transgressão por parte dos policiais militares envolvidos. A ação foi conduzida com foco na segurança da população e na preservação da ordem pública.

A Brigada Militar reafirma seu compromisso com a transparência e a responsabilidade e está à disposição para quaisquer esclarecimentos adicionais."

Confira a nota do Samu:

"O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência de Porto Alegre prestou socorro conforme os protocolos de atendimento pré-hospitalar. Demais esclarecimentos serão fornecidos conforme a necessidade do processo judicial."

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Comentado em 03/04/2025 14:30 Kkk, esse Sportivo nem viu o Grêmio chegando! Vamos conquistar essa Sudamericana, mlk!
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Comentado em 03/04/2025 12:20 Vamos lá, Grêmio! O time tá mandando bem! Próximo jogo é pra ganhar, firmeza?
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