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A trajetória de Quinteros: De algoz do Brasil a técnico no Grêmio

Por Redação Sou Imortal em 25/03/2025 11:11

A Inesquecível Vitória Boliviana sobre o Brasil em 1993

Relembre o momento marcante em que Gustavo Quinteros, então defensor da seleção boliviana, desempenhou um papel crucial na histórica vitória por 2 a 0 sobre o Brasil, em La Paz, pelas Eliminatórias da Copa do Mundo de 1994. A partida, quebrando um tabu de 40 anos sem derrotas brasileiras em eliminatórias, teve Quinteros como protagonista ao iniciar a jogada do primeiro gol, culminando no famoso "frango" de Taffarel.

O lance, narrado com emoção por Galvão Bueno, ecoa na memória dos torcedores bolivianos e brasileiros: Cafu, buscando Palhinha, tem seu passe interceptado por Quinteros, que rapidamente aciona Marco "El Diablo" Etcheverry para o contra-ataque fulminante.

Hoje, aos 58 anos, Quinteros comanda o Grêmio, marcando sua estreia no futebol brasileiro, um país que experimentou sua amargura há três décadas.

Gustavo Quinteros: A história do zagueiro que amargurou o Brasil
Foto: ( LUCAS UEBEL/GREMIO FBPA.)

De Atacante a Defensor: A Transformação de Quinteros

Surpreendentemente, a trajetória de Quinteros no futebol começou como centroavante no Talleres de Remedios, na Argentina. Sua mudança para a Bolívia, no início dos anos 90, o levou ao Universitario de Sucre e, posteriormente, ao The Strongest, ainda como camisa 9. A chegada do técnico peruano Moisés Barack foi determinante para a sua transformação em zagueiro.

Marco Sandy, seu companheiro de zaga, explica a decisão: "Normalmente, aqui na Bolívia os zagueiros eram muito pequenos, e por isso sempre tivemos problemas na defesa. Gustavo era muito bom no jogo aéreo, cabeceador".

A mudança de posição impulsionada por Barack, transformou Quinteros em um defensor de 1,81m, estatura incomum no futebol boliviano da época. A naturalização e a convocação para a seleção nacional foram consequências naturais de sua adaptação e talento.

A Copa do Mundo de 1994 e a Amizade Duradoura

A Bolívia garantiu sua vaga na Copa do Mundo de 1994 após um empate com o Equador, um feito histórico para o país, que não disputava o torneio desde 1950. Quinteros, ao lado de Sandy e Rimba, formou a sólida defesa que sustentava o talento de jogadores como Baldivieso, Sánchez, Ramallo e Etcheverry.

Miguel Rimba destaca a união do grupo: "Normalmente, uma equipe de futebol é um grupo. Mas éramos bons companheiros, amigos nos treinamentos, concentrações. (Quinteros) Foi importante no aporte futebolístico e no tratamento humano. Nos demos muito bem".

Apesar da campanha discreta na Copa do Mundo de 1994, a amizade entre os jogadores daquela seleção permanece forte. Marco Sandy relembra com carinho: "Aprendemos a jogar quase que de memória. Vivemos coisas mágicas".

"Aprendemos a jogar quase que de memória. Vivemos coisas mágicas."

A prova disso é que, anos depois, Quinteros convidou Sandy para integrar sua comissão técnica quando treinou a Bolívia na Copa América de 2011. Os ex-jogadores mantêm um grupo de WhatsApp ativo, onde compartilham lembranças e notícias.

O Presente e o Futuro de Quinteros no Grêmio

A saga de Gustavo Quinteros é marcada por transformações e adaptações. Nascido na Argentina, construiu sua carreira e história na Bolívia. De atacante, tornou-se um zagueiro de destaque. Agora, como técnico, busca consolidar seu trabalho no Grêmio , após conquistar um título na Argentina. Sua experiência e visão de jogo podem ser a chave para o sucesso no futebol brasileiro.

A expectativa é que Quinteros traga ao Grêmio a mesma garra e determinação que o consagraram como jogador, buscando um novo título em sua carreira como treinador.

Apesar da distância e do tempo, Quinteros reconhece o peso daquele jogo histórico: ? Gustavo costuma brincar que ele deu a assistência para o gol de Etcheverry, como se Marco não precisasse correr mais 60 metros e ainda driblar um defensor para fazer o gol! ? discorda, aos risos, Marco Sandy, companheiro de zaga pelo lado esquerdo na partida em entrevista ao ge.

? Uma bola que Gustavo rouba e dá o passe para Etcheverry correr quase 60 metros. Digo que foi uma grande ajuda de Deus, porque essa bola teria outro destino que não o gol. Taffarel teve a má defesa e pudemos viver o mais lindo do futebol ? agrega Miguel Rimba, o zagueiro do lado direito.

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Comentado em 25/03/2025 15:30 Acreditar é o primeiro passo, vai Grêmio!
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Comentado em 25/03/2025 13:21 Vamos, Quinteros! Traz esse título pra nós!
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